Partiu partir

3, 2, 1…

Apesar de ler muito e ver muitos vídeos sobre mudança de vida, hábitos e rotinas, propósitos de vida, etc., sou uma pessoa que tem muita dificuldade pra tomar a frente de uma situação.

Mas eu não posso, simplesmente não posso deixar continuar algumas coisas como estão. Preciso de coragem.

Esse post é um reminder pra eu enfrentar o medo e apenas ir.

Se nada der certo, deu certo.

Partiu partir.

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Sobre propósito e o depois

Great Buddha (Daibutsu), Kamakura, Japão. Foto tirada por mim. nov/2012

Desde fevereiro desse ano eu venho praticando as Páginas Matinais. Pra quem não conhece, há uma explicação legal no vídeo deste post da Paty Pegorin. Não é algo que faço sempre, inclusive fiquei um bom tempo sem escrever, mas é algo que estou tentando estabelecer como um hábito agora. Basicamente, escrevo toda manhã até 3 páginas de um caderno. Hoje eu escrevi 4 páginas.

Ontem vi o vídeo da Nath Arcuri com o Geronimo Theml e fui dormir pensando nos meus propósitos. Eu sentei esta manhã pra escrever tendo a certeza que falaria sobre isso, mas acabou saindo uma reflexão que foi mais além. Gostaria de compartilhá-la aqui com quem se interessar e comigo mesma, para não esquecer – até hoje não reli nada do que escrevi no meu caderno de Páginas Matinais. Desde já peço desculpas se eu parecer repetitiva, mas a intenção era clarear a minha mente e não postar aqui. Lá vai:

Bom dia. Muito obrigado. Gratidão por acordar para estar viva neste mundo por mais um dia.

Eu estou neste momento voltando na minha cabeça as perguntas: E quando eu chegar no fim dessa vida? Será que “eu” continuo sendo “eu” ou “eu” volto como outra pessoa pra cá? Será que meu eu vai existir num plano que não pertence aqui? Será que a vida continua e é contínua? Será que “morrer” é como dormir ou desmaiar? Será que eu fico presa ao corpo, ossos e pó? Qual o sentido de viver bem nesta vida terrena se não se sabe se há um depois?

Me sinto tão perdida. Eu queria muito ter a certeza da existência de Deus e do mundo espiritual pelas minhas crenças, mas eu não sei se creio de verdade. Isso me faz sentir solitária um pouco. Acho que crer me traria o conforto de espírito que tanto quero mas não tenho. Me ajudaria a acalmar.

Ando assistindo a tantos vídeos sobre produtividade e organização, foco, metodologias, desenvolvimento pessoal e estudos, assuntos pelos quais estou especialmente viciada no momento. Mas qual o sentido de ser organizada, guardar dinheiro para “realizar os meus sonhos”, se eu não sei se o que vem depois vale a pena ou se ao menos existe?

Qual o sentido de se ter e buscar tão incessantemente um propósito e a paz interior, meditar, ajudar o próximo? Eu me recuso a pensar que a vida “é só isso” que vivemos aqui, respirando, e depois acaba. Mas eu ainda não consigo descartar e isso me angustia.

De que adianta ter objetivos e alcançá-los? E depois? Focar no próximo objetivo e ser esse loop eterno enquanto se vive aqui? 

Eu andava (e ando) tão pilhada e intrigada sobre o fato de não ter encontrado ainda (ou ter achado que perdi) minha “vocação”, e ficar procurando sem descanso “o que eu quero fazer”, “o que eu posso ser”, que me esqueci que a essência é mais profunda que a superfície dos propósitos terrenos.

Acho eu que, enquanto não conseguir me esclarecer quanto a pergunta inicial do “e depois?”, eu posso procurar qualquer coisa pra fazer e “me dedicar”, mas não estarei lá 100%. Eu não estou 100% neste momento. Acho que nunca estive nem estou perto disso. Mas eu quero chegar. Eu quero muito acreditar.

Queria pelo menos saber se estou no caminho certo. Queria um norte.

Não é possível que seja “tudo” somente “isso aqui” que passamos na Terra, porque senão de que adiantaria? Qual o sentido disso? E por que eu acho que tudo tem que ter necessariamente um sentido e uma razão?

E se não houver sentido nem razão?

Quantas perguntas sem respostas. Que angústia! Que intrigante!

Acho que estou precisando voltar à estaca zero”, parar, respirar. E tentar repensar tudo de novo pela enésima vez.

Se um dia eu descobrir as respostas, eu conto. Mas no momento não está fácil.

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BEDA 31 – Fim do BEDA!

Pôr do Sol em Colonia Del Sacramento, Uruguai, 2012. Foto tirada por mim.

Aos trancos e barrancos, cheguei ao fim do BEDA. Foram quase todos os dias de post (mais de 90% de aproveitamento)! Estou surpresa e orgulhosa de mim mesma, foi um desafio e tanto me propor a postar diariamente, sem programar os textos.

E ao fim do BEDA, algumas coisas que concluo:

  • Preciso de mais horas para pensar e desenvolver melhor meus temas
  • Não adianta escrever com sono
  • Tags salvam a vida!
  • Eu ainda gosto de blogar 🙂 Mesmo não tendo ideia do que escrever
  • Fiquei com vontade de trazer conteúdo em vídeo (quem sabe!)

Vou tentar manter uma consistência de 2 a 3 posts por semana, vamos ver se vai rolar com o passar do tempo.

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BEDA 29 – Após a pausa

Pôr-do-sol na Casapueblo, Uruguai (abr/2017). Foto tirada por mim.

A vida aconteceu e eu fiquei 3 dias seguidos sem postar, e só me dei conta hoje.

Esses dias ando tentando acordar mais cedo (1h mais cedo que o habitual) para conseguir dar tempo de meditar e ver tudo o que tenho para fazer… Mas o horário de ir dormir está cada vez mais tarde. E eu me sinto cada vez mais cansada. Estou fazendo o possível para dormir pelo menos 5h por noite (preciso de 7h/8h) por meio do app Sleep Town, onde consigo trackear as horas de sono e evito mexer no telefone ao mesmo tempo que construo um edifício por noite na minha “cidade dos sonhos”, hehe.

Neste último sábado aconteceu um evento muito importante na Associação que faço parte: o Yamaguchi Kenjinkai do Brasil completou 90 anos de fundação. Tivemos uma cerimônia linda, e com a participação do Governador da Província de Yamaguchi e autoridades. Neste dia também tive mais exemplos escancarados na minha cara de que, ainda que a gente planeje tudo para todas as coisas acontecerem da melhor maneira possível, sempre vai ter alguma coisa inesperada, e tudo é sobre como reagimos a isso. E que o importante é estarmos reunidos com pessoas com os mesmos propósitos que os nossos. Fui dormir antes das 22h.

No domingo eu continuei dormindo, e dormi muito mais. Tive um almoço e, depois dele, consegui dar uma geralzinha no apê… Ele estava precisado.

Ontem passou que eu nem vi.

E hoje estou aqui postando, um pouquinho frustrada por já estar com sono e querer fazer mais coisas antes de dormir, mas só consigo pensar na minha cama.

Boa noite!

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BEDA 24 – Tag: Meu cabelo

E isso tudo foi em um ano só.

Extraída do blog Conta tudo Cacau

1) Qual seu tipo de cabelo(oleoso, misto, seco ou normal)?
Misto :/

2) Defina basicamente como é seu cabelo natural?(Crespo, ondulado, liso, fino, grosso, armado, volumoso, pesado, ralinho etc..)
MUITO CABELO, grosso e poroso, volumoso, ondulado meio liso…

3) Qual a cor natural?
Castanho escuro.

4) Você tem algum tipo de química nos cabelos?
Metade deles está descolorida de 3 descolorações e enfrentou algumas progressivas…

5) O que você mais gosta em seus cabelos?
O fato de serem extremamente fortes e crescerem rápido!

6) Se como mágica, pudesse fazer alguma modificação neles, o que seria?
Estaria comprido até o meio das costas em um corte maneiro e rainbow hain *-*

7) Está planejando alguma mudança (cortar, alongar, colorir, alisar etc)?
Sim, mas é segredinho :}

8) Você acha que existem cabelos naturalmente lindos ou acredita que é impossível exibir cabelos bonitos sem algum cuidado especial?
Existe cabelo naturalmente lindo sim!

9) Gosta de cuidar dos seus cabelos sozinha ou prefere deixá-los nas mãos de profissionais qualificados?
Prefiro deixar nas mãos de quem sabe, mas ultimamente estou sem recur$o$ então me viro sozinha hahaha

10) já teve alguma decepção ou se arrependeu de algo que fez ou fizeram em seus cabelos? Conte.
Já cortei a franja até ficar no meio da teste, e não gostei da cor que ficou depois que colori em setembro/2016.

11) Já descobriu algum truque, técnica ou produto que deixa seu cabelo melhor e não costuma abrir mão?
Nada em especial – inclusive, estou aceitando dicas!

12) Cabelo inspirador! Cite uma (ou mais) famosa(s) que você se identifica em relação aos cabelos?
Hoje em dia ninguém famoso em especial… Mas já me identifiquei com a Marimoon e a Hayley do Paramore.

 

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BEDA 23 – Tag: 15 coisas estranhas sobre mim

Boo!

Tag extraída do blog Ssabia7

1. Qual apelido que apenas a sua família te chama?
Minha família – meus pais e irmãos – só consegue me chamar de Natália. ¬_¬”

2. Qual hábito estranho você tem?
Preciso falar “catioro” toda vez que vejo um catioro na rua – e aperto a mão/braço do namorado pra ele ver o catioro também. E eu verifico se ele realmente viu o catioro.

3. Você tem alguma fobia estranha?
Nenhuma fobia, mas eu tinha muito medo de pessoas fantasiadas usando cabeças gigantes (o Parque da Mônica não foi um passeio daora na minha infância).

4. Qual música você canta em voz alta?
Qualquer uma XD Mas Evanescence em especial.

5. Qual mania dos outros que mais te irrita?
Gente que deixa pra escolher o pedido no McDonald’s só quando chega a vez dela no caixa.

6. Quando você está nervosa qual hábito você pratica?
Começo a roer unhas e arrancar fios de cabelo.

7. Qual lado da cama você dorme?
Vendo da cacebeira, do lado direito.

8. Qual foi o seu primeiro bicho de pelúcia e qual era o nome dele?
Não me lembro – eu tenho memória de pulga 🙁

9. O que você sempre pede no Starbucks?
Frapuccino de Chá Verde + muffin de parmesão.

10. Uma regra de beleza que você prega mas não pratica?
Usar filtro solar.

11. Que lado você fica no chuveiro?
Não tenho lado certo não xD

12. Você tem alguma habilidade estranha com o seu corpo?
Nenhuma estranha… Mas eu consigo dobrar a língua (e nem todo mundo consegue).

13. Qual fast food você sempre come?
McDonald’s!! Big Mc ou Cheddar McMelt!

14. Qual frase de exclamação que você sempre fala?
Oscilo entre “Eita!” ou “POSHA!”

15. Na hora de dormir o que você realmente veste?
Calça confortável, camiseta e blusa quentinha.

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BEDA 22 – Sobre falar em público

Foto de 2014 em uma das situações mais constrangedoras de se estar em público: quando o parabéns é pra você.

Hoje escrevi no fórum do curso sobre falar em público, dificuldades, experiências, etc. Resolvi adaptar o textão que fiz lá, para postar aqui. 🙂

Falar em público tem desde sempre sido um desafio pra mim. Eu sempre fui muito tímida, e até hoje tenho receio de falar com quem não conheço e falo baixo.

Nas apresentações da escola e faculdade eu tinha dificuldade em fazer as pessoas entenderem o que eu falava, era difícil mas eu nunca pensei em desistir. A escolha da Publicidade e Propaganda como formação aconteceu por acaso, mas graças a isso aprendi coisas muito importantes sobre comunicação e expressão (mas nada diretamente relacionado a falar em público).

No meu 1º estágio em uma agência, além de programar e-mails marketing e atualizar sites, eu tinha que atender os telefonemas e anotar recado para meu chefe, e falava diretamente com os clientes por telefone. Sinceramente, eu não gostava de atender/falar ao telefone. Preferia mandar e-mail a conversar. Eu tinha muito, por muito medo de fazer alguma coisa errada, e isso me barrava bastante e me deixava prolixa nos telefonemas e e-mails.

Mas conforme o tempo foi passando, foi ficando menos pior por ter me acostumado.

Depois, por um curto período de tempo fiz estágio no Japão – onde não precisava atender o telefone! Eu trabalhava no setor de Design em uma gráfica no interior de uma província. Ninguém sabia falar inglês nem português, e acho que nessa época as habilidades de falar em público foram um pouco melhoradas. Como eu não falava bem o idioma, tinha que me virar com as palavras certas ao passo em que incrementava o vocabulário. E por conta deste estágio, tinha que fazer várias auto-apresentações decoradas em vários momentos, para os mais variados tipos de pessoas. Foi realmente a “prática que leva à (quase) perfeição”.

Os anos se passarem, eu mudei de área e passei a ser Gerente de Projetos. Saí da Criação e desde o 1º dia lido com os clientes, recebendo os pedidos e negociando prazos, e repassando esses pedidos para a equipe interna em forma de briefing. O telefone toca todo dia, respondo mais de 20 e-mails/mensagens por hora, e tem sido um treinamento diário de paciência e superação dos medos.

Nem todos os dias são fáceis. Às vezes preciso respirar fundo antes de escrever uma resposta ou atender um telefonema. O importante é mantermos a parceria de trabalho e nunca se perder o respeito, e ser levada a sério.

Hoje em dia não digo que estou super treinada – ainda tenho muito o que aprender, mas já me sinto mais bem preparada que antes, para lidar com as situações.

Alguns episódios que aconteceram nas semanas anteriores de aula me mostraram a importância de saber se expressar bem em público e de controlar as emoções, mantendo o respeito entre os colegas.

É fundamental mantermos a postura e o coleguismo. Isso não significa que tenhamos que concordar em todos os aspectos – só não podemos levar isso para o lado pessoal nem tentarmos impor nossas opiniões. Devemos nos esforçar para nos fazer compreendidos o máximo possível, e ter empatia com aqueles que não conseguem da mesma maneira.

Estou disponível para ajudar quem tiver dificuldades com o pouco que sei, e ir trocando dicas e experiências.
Estou aqui para ajudar. 🙂

 

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BEDA 21 – Cansaço

Olho ao meu redor e tudo o que vejo são pessoas cansadas. Cansadas de lutar, cansadas de estarem acomodadas, cansadas de chorar, cansadas de verem os planos não darem certo, cansadas de viver. Mas o que elas fazem para mudar essa situação? Nada. Em algum ponto, elas desistiram. E simplesmente deixam as coisas acontecerem sobre elas. Porque elas podem ter cansado de muitas coisas, mas não cansaram de ficar cansadas.

* * *

Escrevi esse texto em 25/9/2011, encontrei sem querer em um dos muitos cadernos que fiz de diário, e me serviu como um tapa na cara. Acho que eu precisava rever isso. =]

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